20.10.2009

AABB e Parque Natural do Morro do Osso juntos em ações ambientais




Saiba porque é importante controlar a expansão de espécies exóticas invasoras, atividade promovida pela AABB com a remoção de algumas árvores do gênero eucalipto na área do Clube e do Parque.

Espécies invasoras são aquelas que, não sendo originárias de um determinado ambiente, nele se estabelecem após serem introduzidas, passando a se reproduzir e dispersar nesse novo ambiente, sem a ajuda direta do homem (IBGE, 2004). As invasoras ocupam espaço de espécies nativas, tendendo a tornarem-se dominantes após um período de tempo mais ou menos longo (Ziller, 2000).

As invasões biológicas podem ser consideradas como a ameaça mais importante e de crescimento mais rápido para a conservação da biodiversidade (Baskin, 2002; Grom ey al. 2005).

O eucalipto, o pinus, a acácia-negra, a nespereira, a uva-do-Japão, as gramíneas braquiária e capim-anoni são alguns exemplos de plantas exóticas invasoras. Também existem invasoras do reino animal, como a rã-touro, o cão, o gato, o pardal, o mosquito Aedes egipti e o pombo-doméstico.

Plantas invasoras, incluindo a acácia-negra, pinus e o eucalipto, ocupam cerca de 8% da superfície desse país, causando graves impactos ambientais aos seus ecossistemas naturais.

Em outros países o impacto das espécies invasoras também é conhecido. Na África do Sul, por exemplo, a vazão dos rios reduziu-se em 6,7%, devido ao excessivo uso de água pelas árvores invasoras, e o controle deverá ter um custo anual de US$ 92 milhões nos próximos 20 anos (Maitre et al., 2002). Na Península Cape, cientistas constataram que, se nenhuma medida de controle for tomada, espécies invasoras arbóreas dos gêneros Acacia e Pinus poderão cobrir mais de 89% com conseqüências irreversíveis sobre a biodiversidade local (Higgins et al., 1999).

Efetivamente, enquanto não fazemos nada para deter a invasão de espécies exóticas, elas se expandem, causando maiores prejuízos e tornando-se cada vez mais difíceis de controlar, trazendo conseqüências sérias, como o desaparecimento de espécies locais, principalmente tratando-se de invasões de espécies exóticas sobre ambientes naturais.

As espécies de Eucalipto são conhecidas invasoras, que absorverem muita água, dificultando o estabelecimento de algumas espécies nativas. Por este motivo a AABB está promovendo a retirada de algumas árvores desta espécie, em conjunto com o Parque Natural Morro do Osso.

O Parque Natural Morro do Osso, com 127 hectares, inclui 31 espécies vegetais ameaçadas de extinção no estado do Rio Grande do Sul, das quais 19 (60%) ocorrem preferencialmente nos campos, ambiente mais ameaçado pelas invasões biológicas de espécies vegetais arbóreos.

Quando estiver nas dependências da AABB ou quando visitar o Parque e vir equipes uniformizadas trabalhando com motosserras e foices na retirada de plantas, saiba que isso faz parte do manejo ambiental e que essas são ações fundamentais para a conservação da biodiversidade.

Como você pode ajudar:
- Não cultive plantas exóticas invasoras (conheça a lista de espécies já catalogadas para o Brasil no sítio eletrônico do Instituto Horus).

- Nunca solte animais de estimação nem plante vegetais em áreas naturais. Eles podem trazer impactos muito graves a populações naturais da fauna brasileira.

Ajude a divulgar o tema!
Voltar
Associação Atlética Banco do Brasil - Porto Alegre
Av. Coronel Marcos, 1000 Bairro Ipanema CEP 91760-000
Central de Relacionamento:
Segunda a sexta-feira, das 8h às 19h
Sábados, das 9h às 17h

51 3243.1000