1968: o ano que não terminou

O famoso maio de 1968 começou com dois meses de antecedência no Brasil. Mais precisamente em 28 de março, quando a PM invadiu o restaurante estudantil Calabouço, no centro do Rio de Janeiro, e matou Edson Luis Lima Souto, de 18 anos, com um tiro à queima-roupa no peito. A reação da sociedade civil à truculência da ditadura militar, no enterro acompanhado por 50 mil pessoas e na famosa Passeata dos Cem Mil, realizada em junho, estabeleceu a rota de colisão que culminaria com a decretação do nefando Ato Institucional nº 5 no dia 13 de dezembro daquele ano, tornado mitológico. A partir dali, não haveria mais a encenação de democracia que vigorara desde o golpe de 1964: o governo do general Arthur da Costa e Silva deteria nas mãos todos os poderes e não se furtaria a usá-los, fosse cassando, exilando, prendendo ou até matando de forma clandestina. Vinte e um anos se passariam até que um presidente civil eleito democraticamente chegasse ao Palácio do Planalto: Fernando Collor de Mello, que também democraticamente, em 1992, seria impedido de governar pelo Congresso, acusado de corrupção, e a normalidade fosse restaurada na vida nacional.


Autoria Ventura, Zuenir - aut
Hollanda, Heloísa Buarque de - aui
Coleções 1968
Assuntos Biografia nacional
Autobiografia
Jornalismo
Governo
Ditadura militar - 1964-1985 - Brasil
História do Brasil
Editora Planeta
Tipo Livro
Ano 2008
Extensão 284 p.
ISBN 9788576653615
Localização
929(81) V469.26mil v.1 2008
Exemplares 1 exemplar(es)
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