Depois a louca sou eu

O leitor de Tati Bernardi, que nem sempre está entre os milhões que os roteiros de suas comédias românticas amalucadas arrastam às telas, não demora a sentir a do inesperado nesta escritora impetuosa e original. À primeira vista, estão ali os clichês da loquacidade histérica, a coragem implícita na condição exposta da mulher, “aberta a fungos e promessas”. Autocompaixão e autocrítica se alternam em ritmo estonteante, que persegue o pulso cômico do exagero para exibir o reverso dos gêneros na forma de uma escatologia inédita, feita de cistites e constipações. Mas esta autora não é misógina, porque resvala antes na misantropia em geral, mostrando-se adepta da mais drástica intensidade narrativa, como uma roteirista de telenovelas que fosse em segredo discípula, sei lá, de Kierkegaard. Raro ver, ainda mais na crônica, gênero que quase exige o diletantismo hesitante e a falta de assunto, tamanha pressa de dizer tanta coisa ardente sob as aparências do que o poeta popular chamou de “guizos falsos da alegria”.


Autoria Bernardi, Tati - aut
Assuntos Biografia nacional
Autobiografia
Crônicas
Memória
Humor (Literatura)
Saúde mental
Editora Companhia das Letras
Tipo Livro
Ano c2016
Extensão 140 p.
ISBN 9788535926576
Localização
929(81) B523de 2016
Exemplares 1 exemplar(es)
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