Bill Clegg fuma crack pela primeira vez no apartamento de um advogado no Upper East Side. A fumaça com “gosto de remédio, ou desinfetante” gera “um raio de energia renovada” que “eletriza cada centímetro do seu corpo”. Rapidamente, a experiência o atira no circuito costumeiro dos viciados: em vez de pensões imundas e noites na sarjeta, porém, sua via crucis inclui hotéis e bares de luxo, aeroportos e táxis que o conduzem de um lado a outro em Manhattan enquanto duram as dezenas de milhares de dólares em sua conta. Nessa jornada sombria, Clegg não se propõe a fazer um estudo psicologizante de sua condição. Não tenta arrumar pretextos de traumas passados que justifiquem atitudes muitas vezes sórdidas com todos os que tentam ajudá-lo. Ao mesmo tempo, flashes da infância e adolescência ajudam a identificar um padrão compulsivo e transgressivo em seus hábitos desde sempre, característica inseparável do cotidiano de um viciado. Escrito com uma sinceridade atordoante, que muitas vezes toma o ponto de vista externo do narrador, como se o distanciamento permitisse uma liberdade maior em descrições espantosas e comoventes, o livro acompanha a queda e a redenção final, quase por milagre, de alguém que se propôs a destruir tudo o que tem e ama.
| Autoria |
Clegg, Bill - aut Romeu, Julia - trl |
|---|---|
| Assuntos |
Clegg, Bill Biografia estrangeira Autobiografia Memória Drogas - Crack (Droga) |
| Editora | Companhia das Letras |
| Tipo | Livro |
| Ano | c2010 |
| Extensão | 215 p. |
| ISBN | 9788535918243 |
| Localização | 929 C624r 2011 |
| Exemplares | 1 exemplar(es) |
| MARC | Visualizar campos MARC |